AMARGOS e VIOLENTOS


Escolham suas armas...

PISTOLA: Colt 45

PISTOLA: Magnum 44

PISTOLA: Deringer P-17

PISTOLA: Desert Eagle.50




Histórico:

- 27/02/2005 a 05/03/2005
- 30/01/2005 a 05/02/2005
- 23/01/2005 a 29/01/2005



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Luzes

(voz)

Apague as luzes

 

Eu vou começar a atirar

Toda a minha falta de vontade

De respirar esse mesmo ar

De todas essas imoralidades

 

Ao som dos carros, tudo parece perfeito

Nos ouvidos de quem acha tudo aquilo lucrativo

E hoje todas as crianças sem jeito

 

Não irão conseguir nada além de apanhar de um homem com distintivo

 

 

 



- Disparado por: Colt 45 às 18h39
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Um antigo bate-boca entre mim e a folha de papel:

O cerne em confronto

O Sol a pino,
E como nos faroestes,
Um pontual confronto.
Repletos de pólvora
Desertos e mosquetes
A causa é nobre?
A questão distrai
A bala perfura
Nada muda um fato
Cá, meu corpo derrubado
É o sentimento que atinge
Não findo o verso, atiro
Ao alto, sangro um astro
Que apaga para desenhar-me
A certeza de que não se vence
A dor, tampouco foge-se ao amor
Que a palavra é rocha blindada
E o corpo é carne, perfurada.
Vê que a bala desvairada
Nunca há de regressar
Ela fez o teu adeus ao que pesava
Agora vai. flutua.
Sente o que somente
é capaz a alma nua.



- Disparado por: Deringer P-17 às 19h59
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Luciana Gimenes "interagiu" e se divertiu com os integrantes da bateria
da escola de samba Vai-Vai.
                                                              

Que horror! Alguém mais sentiu coçar o coldre?
Só mesmo as regras gramaticais para fazer-nos escrever nomes assim com maiúsculas....

   Ela deve ter dito a um deles: - Vai pegar, vai!

   "That awful sound... BANG! BANG!"



- Disparado por: Deringer P-17 às 11h38
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A arte e o momento

"...todo homem é um artista...sua arte pode ser variada: escrever, falar ou até cozinhar...minha arte é matar...e estou prestes a realizar a obra-prima da minha vida..."

                                                                                                                                    _baseado em outra citação_



- Disparado por: Desert Eagle.50 às 17h34
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Rapante Venenoso (Ouça o seu patrão)

De manhã vai colher fruta
Limpar a casa ou o quintal
De noite encontra a mulher bruta
Mas que o amor não lhe faz mal

Cria suor todo o dia
Anda asfalto até o mercado
Essa vida só podia
Ser de um pobre pé-rapado

Não tinha muitos trocados
Só família,honestidade
E os filhos educados
Vivia de simplicidade

Tem três filhos, um crescido
Que não sabe ler jornal
Mas pensa que divertido
É viver na capital

Ajuda o pai a trabalhar
Passando a enceradeira
E nunca para de sonhar
Com a loira a noite inteira

A loira filha do patrão
Que nunca vai lhe dar bola
"Ruim é a vida de peão"
Ela aprende na escola

Ele era bem decente
Faria tudo por ela
Mas não é suficente
Para a linda donzela

Viver com um pobre coitado
É sentença de morte
Ele não está preparado
Para levar esse corte

Não tinha como escrever
Uma carta de amor
Tinha que ir lá e ser
O melhor conquistador

Ora, que decepção
A menina não gostou
O pobre peão do patrão
Ela ainda humilhou!

Em revolta, chutou o chão
Só o dedo machucou
Ora, mas que situação
O homem só se segurou

Com uns trocados na mão
Um "cumpradre" ele comprou
A felicidade disse não
E ele não acreditou

Acordou numa manhã bonita
Com o status "acabado"
Cicatrizes da birita
Ou do coração quebrado?

A vida só é injusta
Com homem trabalhador
Quem trabalha, a vida custa
Pra notar a sua dor

"Sumir antes do natal
Carona com caminhoneiro
Pois ouvi que na capital
Precisam de pistoleiro!

Eu até sei atirar
Com armas de pequeno porte
Minha mãe pode chorar
Mas eu vou tentar a sorte

Conquistar o meu amor
É preciso paciência
É preciso bom humor
E esquecer da consciência

Eu vou conquistar respeito
Ser considerado esperto
Esse é o único jeito
Para um analfabeto!"

Já tinha ouvido do patrão
"Vida boa é a capital
Mesmo sendo um ladrão

Com ouro na mão, será respeitado como um general!"

 

 

 

 



- Disparado por: Colt 45 às 01h38
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Placas?? Qual a necessidade??

Ao indicar o caminho limitam-no a esse, e somente esse, caminho!

Malditas sejam as placas e todos os meios de sinalização, que castram, através de um controle camuflado, toda a capacidade de inovação e cada respiro de liberdade que se almeja dar!

Ao andar pelo nada, descobri tudo que necessitava. Descobri que setas e indicações corrompem o senso de liberdade, e tornam a mediocridade evidente, mais evidente, insuportavelmente evidente...

"A coerência é o último refúgio para os sem imaginação..."



- Disparado por: Magnum44 às 23h51
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"...com suas pernas machucadas e caido ao chão, virou seus olhos em direção aos do canalha q o derrubara. Este comentou com a certeza de que estava com uma vida em suas mãos: 'Como ousa me enfrentar se não tem forças para suportar seu próprio peso?' Com uma grande dignidade respondeu-lhe: 'Não é minha morte que o tornará mais forte que eu...conseguir superar-me em vida é o que o fará superior...' ".

- Disparado por: Desert Eagle.30 às 18h30
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Rapante Cruel (Vista da Varanda)

 Para ler na cantoria e...viva repente

A cidade tava abalada
Andava suja e mal-lavada
Mas a cidade não anda
É isso que me aborrece
Felicidade só carece
Na minha vista da varanda

Tem os carros se batendo
Madames desentendendo
A fumaça preta e cinza
O asfalto caraquento
Não consigo mais eu tento
Não ouvir essas buzina

Todo mundo tem idade
É vergonha na cidade
A velhice vira medo
Nessa terra tão vazia
Você sofre de azia
E a cidade mostra o dedo

Eu não estou entediado
Mas um pouco preocupado
A cidade não tem pernas
E não quer se arrastar
Fica só no deixe-estar
Fica só nessas badernas

O jeito é comprar muleta
A situação tá preta
É melhor uma cadeira
Com as rodas bem cheias
Que é pra resistir as peias
De quem é dono da feira

Agora a hora bateu
O relógio não é meu
Vou descer pela escada
Quero ver o que perdi
Creio que não entendi

Porque todos que podem ter tudo preferem o nada...

 



- Disparado por: Colt 45 às 17h36
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Em condição...

Quanto riso, ó quanta alegria/
Mais de mil palhaços no salão/
Arlequim está chorando pelo amor da colombina/
No meio da multidão...

São competentes, ó que mordomia/
Não tenho essa pinta de barão/
Eu não tenho nem dinheiro pra comprar um polenguinho/
Quisera ter um tostão...

(...)
Se amar é o que resta a quem nada resta,
que será dos pobres persistentes que,
vivos nesta casta indeformável,
deixam os sentimentos para o final,
na esperança de, ao fim da estrada,
onde tudo parece dar curvas,
poder dar uma única mordida
de vivência sem sentir o amargo
descer lento e plenamente certo
pela garganta que ainda sonha
em berrar um alerta
em sinal de persistência,
de luta e triunfo à tormenta. (?)



- Disparado por: Deringer P-17 às 14h18
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Amargura....

"O doce o entorpece, o torna fraco e não o educa! Apenas é agradável na ponta, mas o que realmente importa é o que está na base, o AMARGO!"

Tomou outro trago de uísque...



- Disparado por: Magnum44 às 19h23
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Uma elegia para um cowboy contemporâneo

Muitas pessoas merecem receber uma bala no meio do joelho! Lá está ele!

Deu um cavalo de pau com seu carro tunado com o som nas alturas! Pá Pá Pá! Ele não erra a mira!

Muitos uísques ele toma em sua missão! Muita cachaça ele toma em sua missão! E Pápápá! Lá se vão outros 2 garotões americanos com seus tênis super transados!!

Saca a sua magnum 44 e depois disso... quem sobrar em pé... é mto HOMEM!



- Disparado por: Magnum44 às 02h18
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Rapante Violento (Coronel)

    Tudo bem...esse foi um rapante que eu escrevi...

Estavam lhe chamando de má educação
Grita com o coronel bem educado
Fala com o palavreado errado
e só quer em pensar em começar revolução

Só andava sem chinelo com seu pé no chão
Andava sempre de um jeito invocado
Nunca sequer um sorriso tinha dado
Todos pensavam que lutava por atenção
 
Até que um dia resolveu partir pra ação
Queria ajudar o povo enjaulado
Queria transformar o doente em sarado
E só conseguiu chegar ao fim da canção

Não tardou o coronel com palavras finas
Mas mais enroladas que fios do novelo
Lhe deu dois tiros no joelho
E foi pra sua casa comer tangerinas


Coronel ainda é perito em judiação
Aquele ato nunca foi o desejado
Agora que não manca só anda sentado

E sabe que o errado é aprender aquela lição


 



- Disparado por: Colt 45 às 00h52
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AVISO!

"Três forasteiros recém chegados à região...

Têm uma péssima fama:
Os bons os chamam Amargos,
os maus, Violentos.

E isso o são ou costumam ser.
Isto é um alerta de suas prestáveis autoridades.

*Quem estiver apto à captura saiba:
Não serão modestas as recompensas
."

(...)

Então, companheiros, - Diz o forasteiro levando o escrito à boca. E mastigando-o prossegue - creio que estas sejam as nossas boas vindas...



- Disparado por: Deringer P-17 às 00h32
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Esquina da amargura 1

antigo texto do blog "Amargo e Violento"...

(baixo decrescente e triste)

Ok...essa é uma história que eu inventei....
A mocinha gostava muito das flores do jardim, mas o mocinho gostava de outro tipo de flor. Eles só viviam juntos umas horas por dia e alguns fins de semana...
(pausa)
Só que a mocinha ia além dos apuros com o bandido

(...)

(dedilhado, baixo e bateria triste)
A mocinha adora carícias no pescoço. Ela sorria tanto que passava uma semana sem sorrir só pra guardar tudo pra hora certa. Falavam na comunidade que ela era esquisita e que nunca sorria. Os únicos que viram o sorriso da mocinha eram os únicos que sabiam das carícias no pescoço.
(bateria)
O mocinho se orgulhava em saber das carícias no pescoço. O bandido se orgulhava em saber o que provocava o sorriso da mocinha.
(bateria)
O mocinho tinha orgulho de ter o porque de respeitar aquele jardim. As flores que a mocinha amava sempre estavam por ali. Ela não sorria pra elas, mas elas sorriam para ela. O bandido sempre arrancava as margaridas antes de ir.

(...)

(baixo decrescente e triste)
Foi no jardim que ocorreu o duelo. Todos já sabiam que o vilão era o de bigode com a barba mal feita e o mocinho usava uma linda camiseta. Tinha torcida grande e a mocinha segurava as margaridas. O mocinho tinha as suas outras flores também para se preocupar. O bandido tinha só a mocinha e a pistola pra fazer falta. Foi fiel as duas mas as duas podem matar e mata-lo (tem a diferença). A banda mexicana nessa altura já estava tocando o seu tema...

(trompetes)

A arma do bandido nunca o traiu. Mas a sua mocinha sim. Ela havia tirado os dentes de sua arma. O peito do bandido foi presa fácil para o mordida selvagem da arma do mocinho. As moças gritavam, os garotos medrosos e mimados sairam dos buracos que estava escondidos, para os velhos a justiça foi feita e a banda tocava o tema desafinada...
(fim dos trompetes, fim da bateria)

A mocinha ainda colhe suas flores, o mocinho também, a comunidade continua fofocando e o bandido é aquele que não está se escondendo nos buracos, não está colhendo flores, não está usando uma linda camiseta, não está fofocando, não está achando que a justiça está sendo feita e não está tocando o tema desafinado...



e....viva Leone!



- Disparado por: Colt 45 às 22h44
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Verso ao meio-dia, quando apenas um triunfa.

"Agora, após o acorde final, sei que amanhã será um dia mais agradável.
Mas não sei que força me faz pernoitar os restos deste, até viver a última gota desse amargo e violento mal-estar."



- Disparado por: Deringer P-17 às 04h25
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"Existem dois tipos de pessoas no mundo, meu amigo. Aquelas com armas carregadas (click!) e aquelas que cavam... Você cava!"
Clint Eastwood, "Três Homens em Conflito"